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Os sucessivos contatos e a crescente interação entre as sociedades indígenas e a sociedade nacional têm acarretado às primeiras uma série de mudanças e novas necessidades sobretudo de ordem econômica e social. Entre essas, a produção artesanal para comércio, cuja venda possibilita ao índio adquirir bens de consumo industrializados que, hoje, não mais dispensa. Nos séculos XVIII e XIX, os indígenas amazônicos já faziam artefatos com essa finalidade. A partir de 1970 houve uma aceleração desse processo, que visa muito mais ao gosto do comprador das grandes cidades do que à auto-imagem grupal.
Devido à grande importância simbólico-ritual das peças plumárias, os grupos indígenas atuais tendem a criar padrões artísticos especiais e a modificar modelos tradicionais com o propósito exclusivo de atender às solicitações de mercado. Imprimem-lhes, contudo, a marca de origem por meio de atributos técnicos, materiais e ornamentais.

Coroa Radial
Brincos
Toucado


Situando a Plumária / Sonia Ferraro Dorta in A Plumária Indígena Brasileira no Museu de Arqueologia e Etnologia da USP / Sonia Ferraro Dorta e Marília Xavier Cury São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo: MAE/Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2000.
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